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CEPES/UFU DIVULGA RANKING MUNICIPAL DE SANEAMENTO NAS REGIÕES DE UBERLÂNDIA, UBERABA E PATOS DE MINAS

Publicação apresenta dados de 2018 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento dos Serviços de Água e Esgoto e de Resíduos Sólidos, do Ministério do Desenvolvimento Regional

WESLLEY RAPHAEL
QUARTA-FEIRA, 21/10/2020
Cepes/UFU divulga Ranking Municipal de Saneamento nas Regiões de Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas (Foto: Freepik)

O Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU), divulgou recentemente o RANKING MUNICIPAL DO SANEAMENTO NAS REGIÕES DE UBERLÂNDIA, UBERABA E PATOS DE MINAS - 2020. O estudo apresenta ao poder público, cidadãos e interessados a atual situação do setor de saneamento básico nas Regiões Geográficas Intermediárias (RGIs) de Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas.

O ranking foi desenvolvido com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) dos Serviços de Água e Esgoto (SNIS-AE) e de Resíduos Sólidos (SNIS-RS), que estão sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). As informações utilizadas referem-se ao ano 2018, onde foram considerados 57 municípios que as disponibilizaram. Em 2020, estas cidades reúnem uma população de aproximadamente 2,4 milhões de pessoas, o que corresponde a 85,86% dos 2,8 milhões de residentes nas RGIs analisadas. Os outros 30 municípios que ficaram de fora do ranking não dispunham de todas as informações necessárias disponibilizadas pelo SNIS.

Para o ranqueamento dos municípios, foram consideradas três dimensões fundamentais do saneamento básico: universalização do acesso; qualidade dos serviços; e gestão, captadas por meio de 17 indicadores referentes aos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos, sendo que para cada um dos ranqueamentos os municípios foram classificados de acordo com a situação geral (boa, regular, ruim e péssima) do saneamento básico ou a situação em cada dimensão.

Ranking Municipal do Saneamento

Os cinco municípios com as melhores situações, no geral, dos serviços de saneamento básico nas RGIs de Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas são, nesta ordem: Uberlândia, Ituiutaba, Araxá, Monte Carmelo e Uberaba. Já no outro extremo, os cinco municípios com as piores situações gerais do saneamento básico nas RGIs são: Tapira, Indianópolis, Cascalho Rico, Perdizes e Brasilândia de Minas.

Ranking da Universalização do Acesso (RUA)

Os municípios de Monte Carmelo e Patrocínio apresentam acessos universalizados aos serviços de saneamento considerados. Depois, os cinco com melhores situações no RUA (ou seja, mais próximos da universalização dos acessos) são, na ordem: Uberaba, Uberlândia, Araguari, Ituiutaba e Araxá. Em contrapartida, os cinco municípios que mais necessitam realizar mais investimentos, por apresentarem problemas mais significativos de acesso, são: Brasilândia de Minas, Cascalho Rico, Indianópolis, Perdizes e Tapira.

Ranking da Qualidade de Serviços

Ituiutaba, Araxá, Uberlândia, Conquista e Lagoa Formosa são as cinco cidades das RGIs de Uberlândia, Uberaba e Patos de Minas com as melhores situações relativas à qualidade. Já os municípios de Tiros, Planura, Iraí de Minas, Cascalho Rico e Cruzeiro de Fortaleza são os cinco com as piores situações.

Ranking da Gestão

Ocupando os melhores posicionamentos neste ranking estão, pela ordem: Lagoa Grande, Planura, Patos de Minas, Araguari e Cabeceira Grande. Por outro lado, Carneirinho, Unaí, Brasilândia de Minas, Guarda-Mor e Perdizes são, nesta ordem, as cinco cidades nas últimas posições (piores situações de gestão).

Resumo:

  • Os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos foram avaliados com 17 indicadores para três dimensões: universalização do acesso, qualidade e gestão.
  • A situação dos serviços em três municípios é “boa”, em 16 é “regular”, em 34 é “ruim” e em quatro é “péssima".
  • Uberlândia, Ituiutaba e Araxá estão em “boa” situação; em “péssima”, Indianópolis Brasilândia de Minas, Perdizes e Cascalho Rico.
  • 279 mil pessoas não possuem acesso a abastecimento de água (11,6%), 359 mil, à coleta de esgoto sanitário (14,9%), e 119 mil, a manejo de resíduos sólidos (4,9%).
  • 34 mil m³ (58,18%) de esgoto sanitário são despejados in natura.
  • 60% dos municípios não realizam tratamento de esgoto.
  • 79% dos municípios fornecem água com turbidez fora do padrão e 37% com coliformes fecais fora do padrão.
  • 261 mil toneladas (30,9%) de resíduos sólidos coletados têm destinação final ambientalmente inadequada.
  • A coleta seletiva existe em 24,5% dos municípios (32% da população).
  • As perdas de água tratada são de 23,3%.
  • 21,1% dos municípios não têm publicado o Plano Municipal de Saneamento Básico e 35,1%, o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

Os dados organizados com o ranqueamento foram disponibilizados na página do Cepes/UFU, onde também pode ser encontrado o relatório final. Acesse, no link abaixo:

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Fonte: ASCOM UFU.

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